Como decidir entre o que você quer fazer, o que você deve fazer, o que você precisa fazer, o que é correto fazer? Como decidir qualquer coisa quando sua mente está completamente nublada, quando você quer dormir para sempre, mas a paz necessária nunca chega, e o sono só vem após a exaustão de horas de lágrimas incontidas, e se interrompe constantemente, subitamente, em prantos, um coração galopante, uma angústia incontrolável? Como decidir entre a dor menor, ou a dor maior?
Você respira fundo, se acalma, e mentaliza todos os possíveis universos futuros. Você não consegue enxergar esperança ou alívio em nenhum deles. O desespero começa a tomar conta de seu corpo e de seu espírito. Você está sozinho, mesmo que não esteja. Não há saída, não há como se esconder. Você está num carro a 180km/h numa rua sem saída.
E aí, o que você faz? Você tem um segundo para responder. Você tem a eternidade para responder. Você já respondeu e nem percebeu. Sempre será tarde demais, e cedo demais. Você nunca mais poderá dormir em paz consigo mesmo.
É fácil ver porque é tão difícil decidir. Quando você escolhe um possível universo futuro, os outros são aniquilados violentamente. Guerra, sangue, destruição em massa, isso é o que ocorre quando você faz decisões. É uma responsabilidade do caralho. Não é fácil lidar com a culpa por ter destruído universos inteiros.
domingo, 10 de fevereiro de 2013
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
Vida e morte de um personagem de videogame
Noutro dia eu estava jogando meu Super Nintendo, matando a nostalgia. "Qual é a sensação de perder uma vida?", pergunto ao Mario. "Como assim? Esta é minha única vida, não sei como eu poderia ter outra", responde inocentemente enquanto esmigalha sem remorso alguns goombas sob seus pés. Ele não sabia, não tinha como saber. "O que acontece quando eu desligo o videogame?", insisto. Ele parecia confuso. "Videogame?", indaga. Pela primeira vez em sua existência simples, Mario teve dúvidas. Nunca tinha tido tempo para pensar, sempre estava ocupado demais tentando resgatar a descuidada princesa. A cada início de partida, sua vida iniciava com um simples e único propósito; não existe o antes ou o depois, apenas o agora.
Minha mente se funde à dele, nossos corpos são um só. Eu, ele, nós, não sei mais. Um estranho ballet de botões se inicia. Avançamos bravamente pela fase, derrotando inimigos e atravessando locais de fogo impiedoso sem pestanejar. Em meio a meus devaneios, cometo um erro, perco — ele perde — mais uma vida. Uma morte trágica, estúpida. Se apenas ele — eu, a culpa é toda minha — tivesse tomado um pouco mais de distância naquele pulo, não teria caído no poço de lava. Seus ossos não teriam se desfeito numa chama horrenda. Será que ele teve tempo de sentir dor? Me sinto mal, não por sua morte, mas por minha inabilidade. Raiva, não tristeza. Minha falta de compaixão é aterradora, enquanto pressiono friamente os botões e espero que uma nova partida se inicie.
Lá está ele outra vez, o mesmo bigode, o mesmo macacão, saltitante e quebrando blocos como se nada tivesse acontecido. Esta é minha última chance, estalo os dedos e respiro fundo. "Qual é a sensação de perder uma vida?", pergunto outra vez. "Como assim? Esta é minha única vida, não sei como eu poderia ter outra".
Minha mente se funde à dele, nossos corpos são um só. Eu, ele, nós, não sei mais. Um estranho ballet de botões se inicia. Avançamos bravamente pela fase, derrotando inimigos e atravessando locais de fogo impiedoso sem pestanejar. Em meio a meus devaneios, cometo um erro, perco — ele perde — mais uma vida. Uma morte trágica, estúpida. Se apenas ele — eu, a culpa é toda minha — tivesse tomado um pouco mais de distância naquele pulo, não teria caído no poço de lava. Seus ossos não teriam se desfeito numa chama horrenda. Será que ele teve tempo de sentir dor? Me sinto mal, não por sua morte, mas por minha inabilidade. Raiva, não tristeza. Minha falta de compaixão é aterradora, enquanto pressiono friamente os botões e espero que uma nova partida se inicie.
Lá está ele outra vez, o mesmo bigode, o mesmo macacão, saltitante e quebrando blocos como se nada tivesse acontecido. Esta é minha última chance, estalo os dedos e respiro fundo. "Qual é a sensação de perder uma vida?", pergunto outra vez. "Como assim? Esta é minha única vida, não sei como eu poderia ter outra".
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Tempo Perdido
Olho para minha cama confortável. Vou tomar café.
Olho para minha cachorrinha. Ela olha para mim, e volta a dormir.
Olho para meu PS3 refletindo a luz da manhã. Vou tomar banho.
Olho para a foto da minha namorada. Talvez esse final de semana. Vou me vestir.
Olho para os livros e quadrinhos que comprei por impulso. Vou arrumar a mochila.
Olho para meu DS. Viro ele nas mãos, abro e ligo, ouço o som característico. Não há espaço para usá-lo no metrô. Levo mesmo assim.
Olho para o relógio. Sinto cada segundo passando, cada balanço do pêndulo cortando inexoravelmente um pedaço da minha vida.
Olho para a porta. Respiro fundo. Com dificuldade, cumpro a incrível tarefa de pôr um pé na frente do outro.
Mais um dia, como qualquer outro.
Olho para minha cachorrinha. Ela olha para mim, e volta a dormir.
Olho para meu PS3 refletindo a luz da manhã. Vou tomar banho.
Olho para a foto da minha namorada. Talvez esse final de semana. Vou me vestir.
Olho para os livros e quadrinhos que comprei por impulso. Vou arrumar a mochila.
Olho para meu DS. Viro ele nas mãos, abro e ligo, ouço o som característico. Não há espaço para usá-lo no metrô. Levo mesmo assim.
Olho para o relógio. Sinto cada segundo passando, cada balanço do pêndulo cortando inexoravelmente um pedaço da minha vida.
Olho para a porta. Respiro fundo. Com dificuldade, cumpro a incrível tarefa de pôr um pé na frente do outro.
Mais um dia, como qualquer outro.
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Resurrection
There's a breath of life
I can now see some light
Are we getting to somewhere?
Can I stop this blank stare?
The Sun's touch warms me
And I feel happiest than ever
I'm close to her, her breasts are cozy
It's so beautiful, how these flowers dance together!
Esta pode ser considerada a Ascenção, esperada pelo meu texto anterior, Komm, süßer Tod.
I can now see some light
Are we getting to somewhere?
Can I stop this blank stare?
The Sun's touch warms me
And I feel happiest than ever
I'm close to her, her breasts are cozy
It's so beautiful, how these flowers dance together!
Esta pode ser considerada a Ascenção, esperada pelo meu texto anterior, Komm, süßer Tod.
Komm, süßer Tod
O texto a seguir não reflete minhas atuais emoções. Escrevi um tempo atrás e acabei não publicando. Eu estava em depressão profunda, por diversos motivos, e ainda fiz a besteira de voltar a ver Evangelion (que me deixa ainda mais deprimido). No momento, estou feliz.
Falling
That's all pointless. All the memories that I've been running from, they keep crawling back to torment me. A memento that I can't throw away. Even if I pray for the eternal rain to wash my sins, I must not be forgiven. For all the things I've done in my life, I must die.
Despair
There's no redemption. No one will save me. If all that's left for me is despair, then I'll drown in this pool of blood!
But no... please, someone save me! I want to live, so please, anyone, help me!
Rising
Yet to be done.
Falling
That's all pointless. All the memories that I've been running from, they keep crawling back to torment me. A memento that I can't throw away. Even if I pray for the eternal rain to wash my sins, I must not be forgiven. For all the things I've done in my life, I must die.
Despair
There's no redemption. No one will save me. If all that's left for me is despair, then I'll drown in this pool of blood!
But no... please, someone save me! I want to live, so please, anyone, help me!
Rising
Yet to be done.
domingo, 30 de janeiro de 2011
Película
Rafael era um grande fã de filmes. Vivia tendo aventuras, dramas e romances. Quando ficava chateado, arranjava logo uma comédia, e fazia com que todos se divertissem.
Ele tinha uma trilha sonora para cada situação, e sabia também usar o silêncio para ampliar os momentos. Adorava diferentes personalidades, com suas qualidades e problemas, e nunca ficava muito tempo sem mudar de personagem. Seus amigos o achavam um tanto quanto excêntrico, e muitos não suportavam as mudanças de gênero constantes. De uma forma ou de outra, marcou presença na escola onde estudava, seja curtindo a vida adoidado ou vencendo um campeonato de karate mesmo machucado.
Quando tinha dez anos, seus pais saíram em uma viagem de férias, esquecendo-o em casa. Pausa dramática. Barulhos do lado de fora. Zoom em seu rosto juvenil assustado. Ladrões tentam invadir a casa. Felizmente Rafael era um garoto esperto, e conseguiu dar conta dos dois meliantes antes mesmo que seus pais voltassem, desesperados.
Aos quatorze, já encarava valentões e - música de vitória - algumas vezes até vencia-os. Aos dezesseis, conheceu uma garota, nova na escola. É, pensou, está na hora da minha primeira comédia romântica. E eles riram, se apaixonaram, tiveram um grande conflito e uma resolução de dar lágrimas nos olhos, e viveram felizes até Rafael resolver viver um drama vencedor de festivais.
Entre umas e outras, ele era feliz. Mas como todo bom filme, a história precisa chegar à um fim, e todos sabem que os melhores sempre terminam tristes, e sem margem para continuações. O de Rafael foi abrupto e simples, sem ramificações aparentes ou ligação com o enredo central, quase uma antítese à todos os acontecimentos extraordinários de sua vida. Com o carro em chamas ao fundo, uma música feita em todas as notas para provocar choro, em câmera lenta, seus familiares se debruçam sobre seu corpo sem vida. Ninguém jamais entenderia o porquê do sorriso discreto, fixo em seu rosto. A música vai silenciando, a câmera se afasta lentamente. Os créditos subiriam, e as pessoas sairiam da sala sem palavras. Foi um belo final, digno de um ganhador de Oscar. Uma obra prima, de uma espetacular simplicidade. Seus pais teriam tempos difíceis, mas com o passar dos anos, reaprenderiam a viver. Porém, isso já é enredo para outro filme. Para Rafael, resta a escuridão da sala vazia e suja de pipoca.
Ele tinha uma trilha sonora para cada situação, e sabia também usar o silêncio para ampliar os momentos. Adorava diferentes personalidades, com suas qualidades e problemas, e nunca ficava muito tempo sem mudar de personagem. Seus amigos o achavam um tanto quanto excêntrico, e muitos não suportavam as mudanças de gênero constantes. De uma forma ou de outra, marcou presença na escola onde estudava, seja curtindo a vida adoidado ou vencendo um campeonato de karate mesmo machucado.
Quando tinha dez anos, seus pais saíram em uma viagem de férias, esquecendo-o em casa. Pausa dramática. Barulhos do lado de fora. Zoom em seu rosto juvenil assustado. Ladrões tentam invadir a casa. Felizmente Rafael era um garoto esperto, e conseguiu dar conta dos dois meliantes antes mesmo que seus pais voltassem, desesperados.
Aos quatorze, já encarava valentões e - música de vitória - algumas vezes até vencia-os. Aos dezesseis, conheceu uma garota, nova na escola. É, pensou, está na hora da minha primeira comédia romântica. E eles riram, se apaixonaram, tiveram um grande conflito e uma resolução de dar lágrimas nos olhos, e viveram felizes até Rafael resolver viver um drama vencedor de festivais.
Entre umas e outras, ele era feliz. Mas como todo bom filme, a história precisa chegar à um fim, e todos sabem que os melhores sempre terminam tristes, e sem margem para continuações. O de Rafael foi abrupto e simples, sem ramificações aparentes ou ligação com o enredo central, quase uma antítese à todos os acontecimentos extraordinários de sua vida. Com o carro em chamas ao fundo, uma música feita em todas as notas para provocar choro, em câmera lenta, seus familiares se debruçam sobre seu corpo sem vida. Ninguém jamais entenderia o porquê do sorriso discreto, fixo em seu rosto. A música vai silenciando, a câmera se afasta lentamente. Os créditos subiriam, e as pessoas sairiam da sala sem palavras. Foi um belo final, digno de um ganhador de Oscar. Uma obra prima, de uma espetacular simplicidade. Seus pais teriam tempos difíceis, mas com o passar dos anos, reaprenderiam a viver. Porém, isso já é enredo para outro filme. Para Rafael, resta a escuridão da sala vazia e suja de pipoca.
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Saudades de Sentir
Sinto falta de sentir
que você é realmente
unicamente minha
Calor, não frio
Preciso de cura, preciso de paz
Os seios de uma mulher
deveriam ser o refúgio de um homem
não sua angústia
Meu último beijo foi
de saudade e
paixão desesperada por
aquilo que já não mais é
O medo e o desconforto
quando meus pés acompanham os teus
filtram minha capacidade
abalam minha fortaleza
Ando pelas ruas e vielas
meio vivo, meio morto
uma casca vazia
esperando um sopro de vida por
O amor existe, preservado
e sempre aguardará
enquanto espero o dia em que
eu possa realmente
e unicamente
possuir-te outra vez
que você é realmente
unicamente minha
Calor, não frio
Preciso de cura, preciso de paz
Os seios de uma mulher
deveriam ser o refúgio de um homem
não sua angústia
Meu último beijo foi
de saudade e
paixão desesperada por
aquilo que já não mais é
O medo e o desconforto
quando meus pés acompanham os teus
filtram minha capacidade
abalam minha fortaleza
Ando pelas ruas e vielas
meio vivo, meio morto
uma casca vazia
esperando um sopro de vida por
acalentar-lhe
O amor existe, preservado
e sempre aguardará
enquanto espero o dia em que
eu possa realmente
e unicamente
possuir-te outra vez
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
8 bits life
Eu imagino como seria viver num videogame. Ser capaz de feitos incríveis, ter sempre outra chance, viver aventuras...
Sejamos radicais: uma vida simples em oito bits. Nada de gráficos foto-realistas, nada de sons gravados em alta definição, apenas alguns pixels para cada um expressar suas emoções. Tudo o que ouvimos são freqüências no sintetizador, determinadas pelo chip. É uma vida restrita, mas nem por isso pouco compensadora. Com uma realidade tão limitada, também nossa percepção, pensamento e personalidade se simplificariam. Um rei pode dizer que você é o Chosen One e que o mundo inteiro está em suas mãos. E você irá acreditar. Você pode até mesmo ser mudo, e nem por isso o mundo será menos divertido. Você pode viajar à lugares estranhos sem explicação, e não questionar nada disso por um segundo. Para quê profundidade? Às vezes, não basta apenas estar ali?
Também haveria perigos. A todo momento um dragão, mago, alienígena, mutante, ou pirata zumbi poderia surgir. E caberia à você resgatar a princesa. Mas mesmo que ela esteja em outro castelo, de novo e de novo, você sabe que um dia a alcançará. Embora um coreano sempre chegue na sua frente. Malditos coreanos.
E é isso que é o melhor nos jogos: o desafio, a adrenalina, a frustração e a superação. Você sempre pode conseguir seu objetivo, depende apenas de você. Não existem personalidades incompatíveis, discussões de relacionamento, problemas familiares, injustiças. Os maus serão punidos, e todos viverão felizes até a próxima continuação, quando o mundo estará em perigo outra vez.
É claro que viver num universo assim teria suas desvantagens, as diversas nuances das personalidades e sentimentos humanos não seriam aproveitadas. Mas às vezes me pergunto até quando toda essa complexidade é realmente necessária. Posso dizer com certeza que, mesmo com todas as indicações em contrário, a humanidade ainda não "deu certo" depois de todo esse tempo.
De certo modo, porém, é tolo pensar nessas diferenças. Um ser desse universo não saberia o que está perdendo. Por Deus, ele não saberia nem o que são três dimensões! Ele viveria tranquilo (enquanto não aparecesse um mago conquistando seu reino) em sua simplicidade, sem profundidade, física ou espiritual.
Ah, e em caso de emergência, sempre se pode usar um cheat!
Inspired by Scott Pilgrim. OMG, that movie is AWESOME!
Ah, e em caso de emergência, sempre se pode usar um cheat!
Inspired by Scott Pilgrim. OMG, that movie is AWESOME!
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Repost: Hoje
Repost do blog antigo
Máscaras de demônios. Hoje o céu nasceu vermelho.
Como podem funcionar essas pequenas engrenagens
Enquanto o fogo cai sobre suas cabeças?
O cheiro de medo não deixa duvidar
É GUERRA! É GUERRA!
Será outono? Porque muitas folhas cairão.
Máscaras de demônios. Hoje o céu nasceu vermelho.
Como podem funcionar essas pequenas engrenagens
Enquanto o fogo cai sobre suas cabeças?
O cheiro de medo não deixa duvidar
É GUERRA! É GUERRA!
Será outono? Porque muitas folhas cairão.
Repost: Don't stop me now!
Repost do blog antigo
Noite passada estava conversando com minha namorada ("conversando" é eufemismo, "discutindo" caberia melhor) sobre problemas, e estávamos num impasse. Não é certo seguir adiante sem antes resolver suas pendências, certo? Mas e se estas não puderem ser resolvidas, fica-se paralisado?
Pois é fato que grande parte dos problemas são insolúveis, ou a solução está longe demais, e muitas vezes acabamos perdendo o rumo de nossas vidas por conta deles. Não é certo, portanto, esperar que se resolvam. É preciso fazer algo que muitas pessoas não suportam: ignorá-los. Não que seja bom ficar ignorando problemas e postergando a resolução, mas não dá pra parar de caminhar toda vez que encontramos uma pedra, precisamos tomar um desvio! Odeia seu emprego mas não tem condições de abrir seu próprio negócio? Não se demita! Mas comece a planejar em seu tempo livre. Tomou multa e perdeu a carteira? Pegue um ônibus, economize uma grana em gasolina e aproveite para ler um livro. Se um problema é insuportável para você, tente resolvê-lo assim que possível, mas não interrompa toda sua vida por causa de algo sem previsões de fim.
Noite passada estava conversando com minha namorada ("conversando" é eufemismo, "discutindo" caberia melhor) sobre problemas, e estávamos num impasse. Não é certo seguir adiante sem antes resolver suas pendências, certo? Mas e se estas não puderem ser resolvidas, fica-se paralisado?
Pois é fato que grande parte dos problemas são insolúveis, ou a solução está longe demais, e muitas vezes acabamos perdendo o rumo de nossas vidas por conta deles. Não é certo, portanto, esperar que se resolvam. É preciso fazer algo que muitas pessoas não suportam: ignorá-los. Não que seja bom ficar ignorando problemas e postergando a resolução, mas não dá pra parar de caminhar toda vez que encontramos uma pedra, precisamos tomar um desvio! Odeia seu emprego mas não tem condições de abrir seu próprio negócio? Não se demita! Mas comece a planejar em seu tempo livre. Tomou multa e perdeu a carteira? Pegue um ônibus, economize uma grana em gasolina e aproveite para ler um livro. Se um problema é insuportável para você, tente resolvê-lo assim que possível, mas não interrompa toda sua vida por causa de algo sem previsões de fim.
Repost: Férias de dois dias
Repost do blog antigo
Domingo. À Noite. Tenho uma prova em trinta e cinco horas e ainda nem comecei a estudar. Tudo porque neste fim de semana me deu a louca e entrei em clima de férias fora de época.
Imagino como seria bom se os dias fossem mais longos. Ou se eu não precisasse dormir. Claro que se eu fosse mais organizado já ajudava, mas não é apenas isso. Estou tentando ir bem na faculdade, no curso de inglês, aprender coisas no estágio e por conta própria, dar atenção à minha namorada e aos meus amigos(as) e, ainda por cima, pôr em dia minha longa lista de coisas para ler/assistir/ouvir/jogar. E isso porque desisti de ir à academia. Todos os dias úteis enfrento o cruel campo de batalha do metrô, pego a demorada barca e tento cumprir minhas responsabilidades. Os fins de semana parecem simplesmente não bastar.
Domingo. À Noite. Tenho uma prova em trinta e cinco horas e ainda nem comecei a estudar. Tudo porque neste fim de semana me deu a louca e entrei em clima de férias fora de época.
Imagino como seria bom se os dias fossem mais longos. Ou se eu não precisasse dormir. Claro que se eu fosse mais organizado já ajudava, mas não é apenas isso. Estou tentando ir bem na faculdade, no curso de inglês, aprender coisas no estágio e por conta própria, dar atenção à minha namorada e aos meus amigos(as) e, ainda por cima, pôr em dia minha longa lista de coisas para ler/assistir/ouvir/jogar. E isso porque desisti de ir à academia. Todos os dias úteis enfrento o cruel campo de batalha do metrô, pego a demorada barca e tento cumprir minhas responsabilidades. Os fins de semana parecem simplesmente não bastar.
Hello (again) World!
Faz um tempo já que estou adiando a criação deste blog. Por um tempo usei o Segfault para escrever (poucos) textos pessoais, mas é óbvio que esse não era o caminho. Começo de férias, não tenho mais desculpas: finalmente um blog para escrever minhas divagações sem sentido! Agora posso dizer o que me der na telha sem me preocupar em manter um conteúdo profissional.
O nome escolhido, como é fácil perceber, é uma variação do título d'O Hobbit (There and Back Again). Não tenho lá muitas aventuras, nem muita vivência, por isso "Aqui e de Volta Outra Vez": são as pequenas aventuras de um nerd nesse mundo confuso e, ao seu próprio modo, extraordinário. Porque às vezes a realidade é mais estranha que a ficção, e são os pequenos acasos de nossas vidas que, juntos, perfazem uma verdadeira história épica.
Por isso, olá (de novo) mundo!
O nome escolhido, como é fácil perceber, é uma variação do título d'O Hobbit (There and Back Again). Não tenho lá muitas aventuras, nem muita vivência, por isso "Aqui e de Volta Outra Vez": são as pequenas aventuras de um nerd nesse mundo confuso e, ao seu próprio modo, extraordinário. Porque às vezes a realidade é mais estranha que a ficção, e são os pequenos acasos de nossas vidas que, juntos, perfazem uma verdadeira história épica.
Por isso, olá (de novo) mundo!
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